MEMÓRIAS

Infância de águas
guardada no baú
das memórias… São
espumas flutuantes
de meu porto seguro.
São doces recordações
que embalam as
muitas primaveras
de meu melancólico
e turvo olhar que
percorre os igapós,
os estreitos igarapés
e os estratégicos furos
e o gigante rio-mar…
Céu estrelado de esperanças,
contagem perdida no infinito
presente no banzeiro das lembranças
da correnteza que me arrasta,
dos redemoinhos que me engolem
e me salvam da paralisia da vida
que me morde, pouco me beija
e tantas vezes me devora.

(Marta Cortezão)

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